ABrisa repôs a circulação total da A1 a partir das 18h desta sexta-feira. O Ministério das Infrestruturas já tinha indicado ao início da tarde que a autoestrada seria reaberta, depois de o Laboratório de Engenharia Civil e o Instituto de Mobilidade Terrestre terem concluído os trabalhos de verificação da intervenção levada a cabo pela concessionária ao quilómetro 191.
“A normal circulação na A1 é reposta hoje, a partir das 18h00, no troço entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte, estando concluídos os trabalhos de reparação da via após o rebentamento do dique do Mondego, que afetou a plataforma daquela autoestrada”, informa a Brisa em comunicado.
“Com o fim das intervenções, entre os quilómetros 190 e 192, e após avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e decisão favorável do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), pouco mais de quinze dias depois do incidente, estão reunidas as condições para a abertura normalizada ao tráfego de ambas as faixas de rodagem. A reposição da circulação plena ocorre na sequência da validação técnica e da verificação de todas as condições de segurança operacional”, acrescenta a concessionária.
Também em comunicado, o Ministério das Infraestruturas salientou esta sexta-feira que “por iniciativa imediata da concessionária Brisa, foram depositadas 9 mil toneladas de material pétreo, com recurso a dezenas de camiões”, para a reparação da via.
Acrescenta ainda que a Infraestruturas de Portugal mobilizou, desde 28 de janeiro, “mais de 2 mil operacionais no terreno e centenas de meios, de norte a sul, num trabalho permanente para repor as condições de circulação e assegurar a continuidade do serviço público, face a condições meteorológicas invulgares, que provocaram, só na rodovia, a comunicação de quase 3 milhares de situações, com diversos níveis de gravidade”. Destas, mais de 500 já foram solucionadas.
O CEO do Grupo Brisa, António Pires de Lima, contabilizou em três milhões de euros os custos da reparação do sublanço da A1, acrescentando que a empresa não irá a iniciativa de pedir uma compensação ao Estado pelos efeitos da derrocada.
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