Portugal Global

Envelhecimento da população pressiona mercado de trabalho português




De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024, 24,3% da população residente em Portugal tinha 65 ou mais anos, uma realidade que “pressiona de forma direta a organização das empresas”.

As empresas portuguesas têm de apostar em abordagens mais estratégicas no planeamento da sua força de trabalho, uma vez que o mercado de trabalho nacional está envelhecido, refere a Eurofirms- People first.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024, 24,3% da população residente em Portugal tinha 65 ou mais anos, uma realidade que “pressiona de forma direta a organização das empresas”.

Os dados do Eurofound revelam um aumento consistente no índice de envelhecimento, o que evidencia um desequilíbrio geracional. Cerca de 21% dos trabalhadores em Portugal têm entre 55 e 64 anos, o que se traduz em grandes saídas do mercado de trabalho nos próximos anos.

Para a Eurofirms esta saída de profissionais é um dos principais riscos para as organizações, principalmente nos setores de logística, produção e indústria. Estes profissionais desempenham funções de chefias intermédia e são referências operacionais, concentrando conhecimento profundo dos processos e das dinâmicas internas, o que torna a sua substituição particularmente mais complexa.
Filipe Ramos, national leader outsourcing da Eurofirms Portugal, afirma que “a nossa experiência junto das empresas mostra que a saída progressiva destes profissionais está a tornar-se cada vez mais visível, sobretudo em contextos operacionais, mas o mercado de trabalho ainda não está suficientemente preparado para esta transição”.

“Antecipar esta realidade é essencial num contexto em que a escassez de talento disponível e a pressão sobre as operações já são desafios concretos para muitas organizações”, refere.
Para além de estar pressionado com o envelhecimento dos profissionais, o mercado de trabalho português também enfrenta uma redução da população disponível e tem dificuldades crescentes no recrutamento de perfis com as competências procuradas.

A multinacional de gestão de talento considera que o planeamento ativo da força de trabalho assume um papel central, sendo importante as empresas anteciparem as saídas, identificar as funções críticas e prepararem a sucessão. Para a empresa o outsourcing afirma-se como uma ferramenta estratégica.
“O contexto demográfico obriga as empresas a passar de uma lógica reativa para uma abordagem de antecipação. O outsourcing, quando bem estruturado, permite mitigar a escassez de profissionais, preservar conhecimento crítico e adequar funções às diferentes fases da vida profissional, conciliando eficiência operacional com uma abordagem centrada nas pessoas”, salienta Filipe Ramos.

Outra estratégia apontada para fazer face a esta saída é a aposta em programas de upskilling e reskilling , que permite um profissional conciliar eficiência operacional com sustentabilidade social.
 


 

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