A apanha de amêijoa-boa e de amêijoa-bicuda na lagoa da Fajã de Santo Cristo, na ilha de São Jorge, está proibida a partir de quarta-feira por tempo indeterminado, segundo uma portaria hoje publicada em Jornal Oficial.
O diploma, assinado pelo secretário regional do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, determina a interdição da captura, manutenção a bordo, transbordo, descarga e venda daquelas espécies ("Ruditapes decussatus" e "Paphia auria") após ter sido ouvida a Associação de Produtores de Amêijoa da Fajã de Santo Cristo.
A decisão fundamenta-se em dados de monitorização científica que revelam uma "diminuição pronunciada da biomassa", com impacto direto no equilíbrio biológico do ecossistema marinho da lagoa. Segundo o executivo regional, os indicadores de esforço de captura justificam a adoção de "medidas cautelares de salvaguarda" destas populações.
A portaria prevê, no entanto, uma exceção para o exercício da apanha com fins científicos, desde que expressamente autorizada pela direção regional com competência na matéria.
A lagoa da Fajã de Santo Cristo é o único local do arquipélago dos Açores onde se verifica a reprodução de amêijoas, sendo uma zona protegida de elevada importância ecológica e económica para a ilha de São Jorge. Foi também o primeiro local da região a ser integrado no Sistema Nacional de Monitorização de Moluscos Bivalves (SNMB).
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