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Serviço de metrobus do Porto arranca dentro de uma semana




 O serviço de metrobus do Porto vai arrancar no dia 28, com um “período de familiarização e ajuste progressivo” para consolidar horários, frequências e procedimentos, anunciou hoje a Metro do Porto.

Em comunicado, a Metro do Porto salienta o “caminho feito de escuta ativa, trabalho intenso e forte colaboração” que permitiu a entrada em funcionamento do metrobus, que, para já, fará a ligação Casa da Música – Praça do Império.

“Esta fase é essencial para consolidar horários, frequências e procedimentos, preparando o caminho para a operação regular”, lê-se.

Em 18 de dezembro, já tinha sido anunciado que o metrobus arrancava no final deste mês, devendo ter um período experimental gratuito em março.

A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, está concluída desde o verão de 2024 e as obras da segunda fase, que foram suspensas pela nova administração da Metro do Porto em outubro, recomeçaram em 03 de novembro na Avenida da Boavista, entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura (Antunes Guimarães).

Ainda no final do ano passado, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, explicou que o motivo para o início da operação apenas acontecer em fevereiro se devia não só a “itens obrigatórios de testes que já estão a decorrer nos veículos no canal existente, seja no canal dedicado, seja no canal partilhado da Avenida Marcial Gomes da Costa”, também relacionados com ” semaforização, a segurança”, mas também devido ao fornecimento de hidrogénio, fonte de energia dos veículos.

“Nós só temos garantias de fornecimento de hidrogénio a partir de 17, 18 de fevereiro, e daí que, com alguma margem de segurança, estamos a colocar a operação em funcionamento – diria em modo experimental mas já em modelo de operação completo – a partir do final de fevereiro”, explicou Emídio Gomes.

Para já, até à conclusão das obras da estação de produção de hidrogénio na Areosa (que Emídio Gomes estimou estar pronta em julho), o abastecimento será feito em São Roque da Lameira.

A segunda fase do metrobus, entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a Anémona, deverá estar pronta em agosto e haverá mais espaços verdes.

Relativamente às mudanças para a segunda fase do projeto, que incluem, na Avenida da Boavista, a manutenção do separador central junto ao Parque da Cidade e a circulação dos autocarros não em canal dedicado mas juntamente com os automóveis, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse em dezembro que o corredor central poderá ser até alargado.

Quanto às diferenças da fase 1 para a fase 2, haverá “um enquadramento dentro da Avenida da Boavista bem diferente da fase 1”, com “maior respeito” por um espaço “muito mais propício à convivência popular, ao usufruto comunitário por parte das famílias e dos portuenses, de um espaço que é de excelência” que o executivo quer “preservar e promover”, justificou o autarca.

Quanto à junção do tráfego entre o metrobus e os automóveis, que ocorrerá tanto na Avenida Marechal Gomes da Costa como na segunda fase entre Antunes Guimarães e o Castelo do Queijo, o presidente da Metro do Porto disse ainda acreditar que a eficiência do novo sistema de transportes não será perdida.

“Naquilo que é a zona menos crítica que todos conhecemos em termos de circulação viária, que é o troço entre Antunes Guimarães e a rotunda do Castelo do Queijo, e também com a anuência e o acordo da STCP, parece-nos que a operação ali entre Antunes Guimarães e o Castelo do Queijo em via partilhada é muito menos penalizada do que nos outros locais”, considerou então Emídio Gomes.

O metrobus do Porto será um serviço de autocarros a hidrogénio que ligará a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona (na segunda fase) em 12 e 17 minutos, respetivamente, representando um investimento global de 76 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o Fundo Ambiental e o Orçamento do Estado.

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