O Centro de Reabilitação de Animais Marinhos recolheu amostras e realizou uma necropsia, que revelou indícios de que a baleia estaria doente.
O Centro de Reabilitação de Animais Marinhos tem registo de vários arrojamentos de baleias-comuns na sua área de atuação - entre Caminha e Peniche - e o último que aconteceu, na terça-feira, 3 de março, na praia da Cortegaça, Ovar, nem é aquele em que o animal tem as maiores dimensões. No entanto, não deixa de impressionar o comprimento do cetáceo, uma fêmea adulta: 19 metros e 70 centímetros.
A descoberta terá sido feita na terça à tarde por um popular, que terá alertado a Polícia Marítima de Aveiro.
A baleia ainda estava viva quando o CRAM ECOMARE, sedeado na Gafanha da Nazaré, recebeu o alerta, mas poucos minutos depois, uma nova mensagem indicava que já estava morta, segundo explica ao DN Andreia Pereira.
Face à logística envolvida, apenas na quarta-feira, 4, o CRAM pode atuar: recolheu amostras e realizou uma necropsia, que revelou indícios de que a baleia estaria doente, algo de que já se suspeitava por se encontrar bastante magra.
Devido à dimensão da baleia não foi efetuada uma pesagem, mas segundo explica Andreia Pereira um exemplar destas dimensões poderá chegar às 20 toneladas, embora este devesse provavelmente pesar um pouco menos devido à sua condição física.
A mesma fonte do CRAM explica que os arrojamentos de golfinhos são mais comuns na zona de intervenção deste organismo, por se aproximarem mais da costa, mas que este não é o primeiro desta espécie, nem o maior. As baleia-comuns podem chegar aos 26 metros de comprimento.
À Câmara de Ovar coube a remoção da baleia da praia, sendo que, segundo a Polícia Marítima de Aveiro disse ao DN, estava terá sido enterrada no areal.

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