Portugal Global

Combustíveis voltam a subir na próxima semana




 Os preços dos combustíveis vão voltar a subir na próxima semana. O diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir oito cêntimos e a gasolina 3,5 cêntimos, de acordo com os dados do ACP. Uma subida que reflete o agravamento dos preços da matéria-prima.

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira, quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana, tendo em conta o aumento acumulado é de 44,2 cêntimos no diesel e de 21,4 cêntimos na gasolina, mesmo sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana o gasóleo subiu 2,6 cêntimos e a gasolina desceu apenas 0,5 cêntimos, apesar de inicialmente se apontar para descidas só tendo em conta o comportamento dos preços do barril de brent e do Governo ter decidido manter a redução das taxas de ISP de 7,6 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário e de 4,1 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo. Ou seja, considerando a incidência do IVA, o desconto real para os portugueses foi de 9,4 cêntimos por litro no caso do gasóleo rodoviário e de 5,1 cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo.

O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 7,58%, para os 109,10 dólares por barril, o nível mais alto em quase quatro anos, numa sessão marcada pela volatilidade, com os mercados a reavaliarem a magnitude dos riscos de abastecimento decorrentes da guerra no Golfo Pérsico.

O Presidente norte-americano prometeu intensificar os ataques contra o Irão e as suas infraestruturas nas próximas semanas, caso Teerão não aceite as condições do cessar-fogo impostas pelos Estados Unidos, o que levou o país a retaliar a retórica agressiva de Donald Trump. Os preços do petróleo e derivados tinham recuado após relatos de que o Omã e o Irão estavam a coordenar uma taxa para os petroleiros que atravessassem o estreito de Ormuz, mas o otimismo face à normalização do abastecimento foi de curta duração e os preços de referência da energia recuperaram. O preço do Brent chegou a superar os 140 dólares por barril, o valor mais elevado desde 2008.

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