O primeiro-ministro afirmou que a economia nacional vai crescer acima da média europeia este ano. Num encontro com empresários portugueses no estrangeiro, Luís Montenegro destacou ainda que o país apresenta os custos de energia mais baixos da Europa.
Apesar das tempestades e da guerra no Irão, o chefe do Governo mantém o otimismo. Segundo Luís Montenegro, "se tudo correr dentro daquilo que está previsto, que é antecipável, 2026, apesar de todas as incertezas e adversidades, será mais um ano em que Portugal crescerá mais do que a média da União Europeia".
No entanto, de acordo com dados da Confederação das Empresas, no primeiro trimestre a economia entrou em estagnação. A atividade industrial está a ser afetada pelo contexto internacional e pela crise energética, fatores que, ainda assim, não abrandam o otimismo do primeiro-ministro.
Luís Montenegro reforçou que "neste momento já somos, na Europa, um país que apresenta os custos de energia mais baixos. Portugal é hoje altamente competitivo do ponto de vista energético", reconhecendo, contudo, a instabilidade no setor e o impacto do aumento do preço dos combustíveis.
Fica também o reconhecimento do chefe do Governo de que esta semana foi reduzido o desconto fiscal no gasóleo. No Fórum Portugal Nação Global, deixou ainda um aviso sobre a política fiscal, sublinhando que esta é favorável às empresas e veio para durar.
O primeiro-ministro considerou que, apesar da normal disputa política, dificilmente será posta em causa, nos próximos anos, a estratégia que posiciona Portugal como um país com menor carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre a atividade empresarial.
A política fiscal será testada no Orçamento do Estado. No ano passado, o Partido Socialista viabilizou o documento, enquanto a restante oposição votou contra.

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