O sistema, identificado pela marca volta, abrange garrafas e latas de plástico, metal e alumínio com capacidade inferior a três litros, desde que devidamente identificadas. A devolução pode ser feita em cerca de 2.500 Pontos volta, localizados maioritariamente em supermercados e hipermercados, e em 48 Quiosques volta.
A medida prevê a cobrança do depósito no ato da compra, valor que é reembolsado quando a embalagem é devolvida nas condições exigidas: vazia, intacta, não espalmada e com código de barras legível.
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, afirma: “A implementação do Sistema de Depósito e Reembolso um passo decisivo para reforçar a economia circular em Portugal e aumentar as taxas de recolha e reciclagem de embalagens. Este é um contributo importante para o cumprimento das metas ambientais europeias e para a construção de um modelo mais sustentável de gestão de recursos.”.
Leonardo Mathias, presidente da SDR Portugal, entidade gestora do sistema, sublinha: “Hoje damos início a uma nova era na reciclagem em Portugal. A volta chega para transformar a forma como gerimos as embalagens de bebidas, colocando o país mais perto das ambiciosas metas europeias de economia circular.”.
O responsável acrescenta: “Este é um passo firme e fundamental rumo a um objetivo claro: alcançar 90% de recolha destas embalagens até 2029. Estamos perante um momento verdadeiramente histórico. E o sucesso desta mudança depende de todos nós.”.
O sistema inicia atividade com mais de 90% da rede já instalada e prevê expansão para mais de três mil pontos nos próximos meses. As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto aderente, independentemente do local de compra.
Até 9 de agosto de 2026 decorre um período de transição, durante o qual coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo volta. Apenas as embalagens identificadas estão abrangidas pelo sistema e permitem o reembolso do depósito, devendo as restantes continuar a ser encaminhadas para o ecoponto amarelo.
Após a devolução, as embalagens seguem para centros de contagem e triagem na Grande Lisboa e no Grande Porto, sendo posteriormente encaminhadas para reciclagem, com o objetivo de reintroduzir os materiais no ciclo produtivo.

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