O sistema de controlo biométrico dos aeroportos nacionais entrou em pleno funcionamento na passada sexta-feira, mas o sistema tem sido interrompido sempre que se formam largas filas de passageiros, de forma a garantir que conseguem embarcar a tempo e horas.
Este sistema, que inclui a recolha de fotografia e impressões digitais, foi interrompido várias vezes ao longo do fim de semana e também nesta segunda-feira. Nessas situações, os passageiros continuam nas filas, mas passam apenas o passaporte nas máquinas, tornando o processo mais rápido.
A PSP diz estar a trabalhar para resolver os constrangimentos e assegura que as interrupções de recolha biométrica não põem em causa a segurança do país.
Recorde-se que o controlo biométrico começou a ser testado em outubro do ano passado, tendo provocado filas que chegaram a atingir sete horas de espera. Apesar do reforço de 80 polícias durante o período do Natal e da passagem de ano, a situação não melhorou o suficiente e, por isso, a PSP decidiu suspender o sistema até agora.
Se anteriormente houve críticas e dificuldades, desta vez há também relatos positivos por parte de passageiros.
Ainda assim, registaram-se tempos de espera de cerca de 40 minutos, podendo chegar a uma hora nas chegadas, e ainda mais nas partidas.
Nos primeiros três meses do ano, mais de quatro milhões de passageiros entraram em Portugal, o que representa um aumento de 12,5% face ao mesmo período do ano passado. A PSP admite que este crescimento dificulta ainda mais o sucesso deste novo sistema.

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