O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta segunda-feira dados que revelam que os cidadãos brasileiros representam 35,9% dos cerca de 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, com os homens a liderar a demografia migratória. Brasileiros e angolanos lideram as nacionalidades Distribuição geográfica e impacto demográfico Brasileiros e angolanos lideram as nacionalidades De acordo com [...]
O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta segunda-feira dados que revelam que os cidadãos brasileiros representam 35,9% dos cerca de 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal, com os homens a liderar a demografia migratória.
Brasileiros e angolanos lideram as nacionalidades
De acordo com as estimativas da população residente de 2025 apresentadas pelo INE, os cidadãos estrangeiros fixados em Portugal totalizam 1.597.539 pessoas (14% da população total do país), registando-se um maior volume de homens (57,2%) face às mulheres (42,8%). A comunidade brasileira lidera de forma destacada com 574.195 residentes, o que representa mais do que o dobro (um acréscimo de 106,5%) face aos valores registados em 2021.
No topo da lista de imigrantes em Portugal destacam-se:
Angola: É a segunda principal nacionalidade, registando 103.140 pessoas.
Índia: Ocupa a terceira posição com um universo de 93.683 cidadãos.
Cabo Verde: Segue-se no balanço com 76.099 residentes registados.
Em termos de crescimento percentual entre 2021 e 2025, os imigrantes oriundos de São Tomé e Príncipe foram os que mais cresceram (263%), seguidos de perto pelas comunidades do Bangladesh (230%), Paquistão (215%) e Angola (212%).
Distribuição geográfica e impacto demográfico
A Grande Lisboa concentra a maior fatia de estrangeiros no país, albergando 546.419 cidadãos (34,2% do total nacional), seguida pela região Norte com 311.095 pessoas. Contudo, numa análise proporcional ao total de habitantes de cada região, o Algarve destaca-se em primeiro lugar, onde 27,9% dos seus residentes são de nacionalidade estrangeira.
Estes fluxos migratórios recentes têm tido um papel crucial na sustentabilidade demográfica do país, contribuindo diretamente para o aumento da população em idade ativa (dos 15 aos 64 anos), que subiu de 63,7% para 64,3%, contrariando a tendência de diminuição observada na população jovem.

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