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Empreendimento turístico para 1200 hóspedes avança em Santo André



O empreendimento, orçado em 52 milhões de euros, terá 339 habitações. O negócio estará ligado ao grupo chinês responsável pela grande fábrica de baterias de lítio em Sines.

Um empreendimento turístico com capacidade para 1.200 hóspedes, em 339 unidades habitacionais, vai ser construído em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, num investimento de 52 milhões de euros, foi anunciado.

Em comunicado, a construtora dstgroup revelou que o projecto lhe foi adjudicado por um investidor internacional, sem revelar qual, e que a obra, com conclusão prevista para o verão de 2028, será executada em construção industrializada.

"Concebido para reforçar a oferta de alojamento numa região marcada por forte dinâmica económica, turística e empresarial, o empreendimento contribuirá para aumentar a capacidade de acolhimento no litoral alentejano", realçou o dstgroup.

O investidor internacional é a CALB, lembrando que este grupo chinês "tem em curso um investimento estimado em dois mil milhões de euros numa fábrica de baterias" em Sines, concelho vizinho de Santiago do Cacém, ambos no distrito de Setúbal.

No comunicado enviado à agência Lusa, é referido que o empreendimento vai ser concretizado através da ZETHAUS, a marca do dstgroup dedicada à construção industrializada.

A escolha pela construção industrializada mostra a "capacidade deste modelo construtivo para responder aos desafios de projectos turísticos de elevada dimensão, exigência técnica e intensidade operacional", disse o grupo sediado em Braga.

A solução adoptada, especificou, "incorpora componentes de industrialização 2D [duas dimensões] e 3D [três dimensões], combinando elementos pré-fabricados de betão produzidos no grupo com módulos industrializados totalmente equipados de instalações sanitárias e "kitchenettes"".

"O sector da construção enfrenta hoje um dos maiores desafios das últimas décadas: conseguir responder à necessidade de criar novos activos, com qualidade, sustentabilidade e eficiência, num contexto de crescente escassez de mão-de-obra e de elevada exigência em matéria de prazos e controlo de execução", afirmou Sérgio Xisto, administrador comercial do dstgroup.

Este projecto, continuou, "demonstra que a construção industrializada já não é, do ponto de vista da escala e da concretização, uma ficção, mas sim uma realidade capaz de responder a necessidades concretas e a projectos de elevada complexidade".


 

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