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Hospital da Horta reforça diagnóstico com novos equipamentos de TAC e Ressonância Magnética




 O Hospital da Horta, nos Açores, viu reforçada a sua capacidade tecnológica com a entrada em funcionamento de novos equipamentos de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e de Ressonância Magnética. O investimento, divulgado esta quarta-feira pelo executivo regional, insere-se numa estratégia de modernização que visa diminuir a dependência de serviços fora da ilha. A cerimónia de apresentação dos novos meios decorreu na terça-feira e contou com a presença do presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, e da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.

A aquisição destes aparelhos representa uma fatia significativa de um pacote mais alargado que, desde 2022, ultrapassa os 6,8 milhões de euros em viaturas e material clínico. Só a nova Ressonância Magnética representou um encargo perto de 1,5 milhões de euros, enquanto o equipamento de TAC ficou por cerca de 460 mil euros. A estes valores acrescem ainda cerca de 551 mil euros destinados à compra de seis viaturas. Em comunicado, a tutela fez questão de salientar o esforço financeiro prévio para garantir a continuidade dos serviços, realçando que, entre janeiro de 2022 e março de 2026, foram realizadas mais de duas mil ressonâncias magnéticas por referenciação externa, com um custo acumulado de aproximadamente um milhão de euros.

Na ocasião, o líder do executivo açoriano sublinhou que, apesar da dispersão geográfica inerente à natureza do arquipélago, a aposta na tecnologia permite reforçar o princípio da equidade no acesso. José Manuel Bolieiro referiu que os profissionais da unidade faialense passam a dispor de “mais e melhores meios” para desempenhar a sua missão, num contexto em que a proximidade e a celeridade dos diagnósticos são fatores críticos para a eficácia do tratamento. Para o governante, a medida traduz-se num alívio para as famílias, que veem diminuídas as preocupações com a necessidade de recorrer a unidades de outras ilhas, consolidando a ideia de que a saúde constitui um pilar central da ação governativa. Mónica Seidi, que também marcou presença no evento, acompanhou a demonstração dos equipamentos que, a partir de agora, ficam integrados na rotina diária do serviço de imagiologia.

Bolieiro aproveitou ainda a ocasião para enquadrar o investimento num esforço global de dignificação do serviço público regional. O governante considerou que prevalece a dignidade humana e a possibilidade de servir cada pessoa da melhor forma possível, sem exclusões, mesmo quando a natureza insular impõe barreiras logísticas que condicionam a gestão corrente. A cerimónia serviu, assim, não apenas para assinalar a chegada das novas máquinas, mas também para reiterar uma filosofia de gestão que procura colmatar as assimetrias históricas sentidas nas ilhas com menor densidade populacional. As autoridades de saúde locais esperam agora que a redução do tempo de espera e a realização de exames mais detalhados no próprio concelho contribuam para uma melhoria efetiva dos cuidados prestados.

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