O segundo trimestre do ano foi sinónimo de um recuo do desemprego registado em Portugal, tanto face aos três meses anteriores, como em comparação com o verificado há um ano. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa fixou-se em 5,3%, sendo este o valor mais baixo desde, pelo menos, 2011. Já a população empregada aumentou para cerca de 5,4 milhões de pessoas, o que corresponde ao total mais elevado desde o primeiro trimestre de 20211.
“A taxa de desemprego foi estimada em 5,3%, valor inferior em 0,8 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 0,6 p.p por comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, sendo o valor mais baixo desde o início da série em 2011″, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.
o total, havia 300,8 mil pessoas desempregadas em Portugal, entre abril e junho, menos 45,5 mil do que no arranque do ano e menos 28,7 mil do que no mesmo período de 2025.
Os dados permitem perceber, além disso, que, no segundo trimestre, 37,3% da população desempregada encontrava-se nessa condição há 12 ou mais meses, ou seja, estava em desemprego de longa duração. Essa proporção é superior à registada no trimestre precedente (em 1,7 p.p.), mas inferior à do trimestre homólogo de 2025 (em 1,0 p.p.).
Por outro lado, importa destacar que a taxa de desemprego jovem foi estimada em 18,3%, no segundo trimestre, tendo diminuído em relação ao trimestre anterior (0,8 p.p.) e aumentado por comparação com o homólogo (0,2 p.p.).
Já a população empregada abrangeu cerca de 5,4 milhões de pessoas, no segundo trimestre de 2026. O INE realça, assim, que houve um aumento de 1,9% (99 mil pessoas) face ao trimestre anterior e de 2,9% (151,5 mil pessoas) relativamente ao trimestre homólogo de 2025.
A população empregada registada entre abril e junho foi, de resto, a mais elevada desde o primeiro trimestre de 2011, frisa o gabinete de estatísticas.
O destaque publicado esta manhã detalha, além disso, que 21,3% da população empregada (quase 1,2 milhões de pessoas) trabalhou a partir de casa com recursos a tecnologias de informação e comunicação (isto é, esteve em teletrabalho), na segunda metade do primeiro semestre.
Em comparação com o trimestre anterior, a fatia de empregados em teletrabalho aumentou 0,2 pontos percentuais, enquanto face ao segundo trimestre de 2025 subiu 0,4 pontos percentuais. “Representa a proporção mais elevada desde o terceiro trimestre de 2023“, assinala o INE.
Com esta evolução do emprego e do desemprego, a população ativa aumentou 0,9% em cadeia e 2,2% em termos homólogos, atingindo 5,7 milhões de pessoas, no segundo trimestre de 2026. Já a população inativa diminuiu 0,7% em cadeia e 1,1% em termos homólogos, para cerca de 3,7 milhões de pessoas.
Há ainda a realçar os dados da subutilização do trabalho, que abrangeu 525,8 mil pessoas entre abril e junho, valor inferior em 10,6% (62,2 mil indivíduos) ao do trimestre anterior e em 8,2% (47,3 mil indivíduos) ao do período homólogo. Também neste indicador atingiu-se o valor mais baixo desde 2011, segundo as estatísticas agora conhecidas.
“A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 9,1%, diminuiu 1,1 p.p. relativamente ao trimestre anterior e 1,0 p.p. em termos homólogos”, acrescenta o INE, no destaque publicado esta manhã.

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